quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O que eu vivi!

Por muito tempo vivi tropeços em minha vida, uma vida sem objetivos, andando aos trancos e barrancos, cheia de orgulho, envaidecida pelas aquisições conseguidas. Achava que para conseguir algo, para ser uma vencedora só precisava de minha força de vontade e do poder do pensamento positivo. Poder, força, garra e fama eram a minha palavra de fé. Egoismo era a minha bandeira. Tudo o que eu queria conseguia não importava como. Subi, quase cheguei no topo da pirâmide social e de repente faltou chão e dispenquei em uma queda sem fim. Cheguei ao fundo do poço, depressiva, esquecida, só. Chafurnada no lodo das emoções, perdi o sentido da vida, perdi minha identidade, passei a ter medo da vida, passei a ter vergonha e piedade de mim mesma. Perdi aqueles que mais amava e então entendi que precisa de ajuda.
Em um domingo de sol, quando já não tinha esperança de encontrar uma saida do poço em que me encontrava, deparei com uma cena que me emocionou. Um grupo de crianças sairam, saltitantes, de uma igreja e rodearam um carrinho de pipoca enquanto os pais e avós conversavam no largo paroquial. Lembrei da minha infância, lembrei de uma época que também rodeava os carrinhos de pipoca enquanto meus pais, avó e tios conversavam com os conhecidos na saida da igreja. Lembrei que naquela época eu era feliz e tinha uma esperança na vida, uma FÉ naquele a quem chamava de Papai do Céu! E foi nesse momento que, com os olhos cheios de água, ouvi seu chamado: \\\"Estou aqui, ainda acredito em você!\\\"
Atravessei a rua correndo, cheia de sacola, e entrei no templo ainda aquecido pela agrupamento das pessoas naquela manhã. Sentei no banco e pus a chama-lo!
Uma senhora se aproximou e perguntou se eu estava bem. Frente a minha negativa, ela me indicou a capelinha do sacrario e disse, \\\"Ele está te esperando ali!\\\"
De fato, Ele estava me esperando mesmo, pois ao entrar na capela, senti o calor do seu toque, a tranquilidade de seu afago e a frescura de seu sopro. Relembrei como orar, e deixei as lagrimas rolarem encharcando a gola de minha blusa. Foi naquele momento que Ele me pegou no colo, me embalou e começou a me retirar do fundo poço. Uma subida ingreme e cansativa, cheia de escorregões.
Hoje, estou fora do poço, mas ainda não sai da sua beirada e de vez enquando ainda corro o risco de cair, mas ele não proteje \\\"Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.\\\"
(salmo 91:11 e 12).
Não acredite que Deus nos abandona, uma vez resgatado, uma vez entregue em suas mãos, jamais desiste de nós.
Deus é fiel!

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